26 de ago. de 2008

cavaleiro



Preciso de força para derrotar os moinhos e perseguir os fantasmas. minha luta é rebelde, meu exército solitário e roto. as palavras de ordem e o punho cerrado são contra o tempo, contra o vento. o olhar fraterno e a lágrima petrificada são lembranças e apenas lembranças, nada mais. ando por campos planos a procura do inimigo que jamais virá. a força do destino fez a batalha ser silenciosa, os inimigos soprando nos ventos e andando sempre ao lado. o inimigo fez morada na minha solidão. e assiste de camarote a minha derrocada.

2 de ago. de 2008

insônia


Lago castanho onde em sonhos tenho perdido meu tempo, pequeno universo cristalino onde meu mundo esbarrou. em que profundo mistério anda imerso esse olhar. em que estranhas paisagens perdeu-se a procurar. de que estrela roubaste o brilho, de quantas noites é o teu luar? amanhecido por tuas horas, minha insônia espera companhia. espera silente por motivos grandes para adormecer. espera teu olho cobrir a madrugada com o manto da calmaria, para enfim buscar conforto. e dormir.