
Que eu não seja reconhecido na rua, por aqueles que já deviam ter me esquecido. desejo o estranhamento de um primeiro contato. que meu rosto infantil não mostre o quanto sou esquecido, o quanto me de mim já não tenho mais. que errei em ter crescido, teimando em parecer maduro, afetado, quando minha alma corre brincando de pegar. não esqueci de crescer, mas minhas mentiras ainda soam como de criança. escondo o vaso quebrado, faço como se nada tivesse acontecido, mesmo estampando a culpa. com minha cara disforme pedindo compreensão. ando por ai inventando desculpas para parecer o que não sou. Pra que todos digam que mudei, sem ter mudado. Que os meus olhos de outono se perderam no inverno, no verão, ou continuam ali, tentando esconder o que não tem como.


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